Lírios Literários

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Título: O Guarani
Autor: José de Alencar 
Avaliação: 4
Sinopse: Esta importante obra do Romantismo brasileiro narra a história do índio Peri, da tribo goitacases, e sua relação com a família portuguesa de dom Antônio de Mariz. Peri é um fiel protetor de Cecília, filha do fidalgo português. Porém, com a morte acidental de uma índia aimoré por dom Diogo, irmão de Cecília, a família corre perigo e contará com a ajuda desse bravo herói. 



Um pouco da história… 


O livro é dividido em quatro partes: Os aventureiros, Peri, Os Aimorés e A Catástrofe.  A narração dos acontecimentos do livro inicia na primeira metade do século XVII quando conhecemos D. Antônio de Mariz, um fidalgo português que mora no Rio de Janeiro. Na propriedade viviam a família, cavaleiros, aventureiros, fidalgos e até mercenários em busca de ouro e prata. 

Na outra parte da história conhecemos os índios que habitavam aquelas terras. Um dos personagens principais é Peri, um índio da tribo dos goitacases que acaba se envolvendo com os membros da família de D. Antônio após salvar sua filha Cecília. 

Após a apresentação inicial dos personagens e da ambientação nós somos levados até o momento em que o filho de D. Antônio mata uma índia da tribo aimoré por acidente durante uma caçada, o que deixa a tribo enfurecida e com sede de vingança. Dessa forma, os índios vão tentar pagar com a mesma moeda assassinando Cecília. 

Começa aí uma luta entre os índios aimorés, Peri e os homens de D. Antônio de Mariz. Além disso, é descoberto um plano em que os próprios homens de D. Antônio planejavam destruí-lo e tomar suas riquezas.



O que achei 


Ganhei O Guarani há cerca de 2 anos atrás e quando tentei lê-lo não fluiu, por isso acabei deixando de lado. Esse ano uma das minhas metas era dar outra chance a essa história, e finalmente consegui me conectar e ler. 

De início a escrita foi o que mais dificultou a leitura desse livro, por ser um clássico nós sabemos que a narração é feita de forma mais rebuscada e que foge do que costumamos encontrar nos livros contemporâneos. Mas após alguns capítulos consegui me adaptar e leitura fluiu bem melhor. 

Uma das coisas que mais chamou a minha atenção ao longo da narração foi a devoção que o Peri tinha pela Ceci, uma devoção que ia muito além do que se poderia imaginar, capaz de levar ele, o líder da tribo, a se tornar um “escravo” que vivia para satisfazer a vontade da sua senhora. 

“Para ele essa menina, esse anjo louro, de olhos azuis, representava a divindade na terra; admirá-la, fazê-la sorrir, vê-la feliz, era o seu culto; culto santo e respeitoso em que o seu coração vertia os tesouros de sentimentos e poesia que transbordavam dessa natureza virgem.”

Existe umas passagens ao longo do livro que demonstra como as pessoas daquela época enxergavam o índio, e essas passagens me fizeram pensar bastante na natureza do ser humano, o quanto baixo e preconceituoso ele pode ser. 

“Ora Cecília, como queres que se trate um selvagem que tem a pele escura e o sangue vermelho? Tua mãe não diz que um índio é um animal como um cavalo ou um cão?”

Apesar de ser uma leitura mais difícil eu gostei, fiquei feliz em ter conseguido desencalhar esse livro que eu já tinha dado uma chance. O final da história não me agradou muito, esperava algo diferente, mas consegui compreender a mensagem que o autor queria passar. 

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Título: As duas torres 
Autor: J. R. R Tolkien 
Avaliação: 5 
Sinopse: O segundo volume de O Senhor dos Anéis narra os caminhos separados seguidos pelos membros da Sociedade do Anel em sua luta para deter Sauron. Um ataque-surpresa pôs fim à jornada conjunta da Sociedade do Anel. De um lado, o trio formado pelo elfo Legolas, pelo anão Gimli e por Aragorn, herdeiro da realeza dos Homens, tenta resgatar os jovens hobbits Merry e Pippin, capturados por guerreiros-órquicos.
Enquanto isso, do outro lado das montanhas, Frodo e Sam buscam uma maneira de entrar em Mordor e chegar até a montanha onde o Anel foi forjado, único lugar onde é possível destruí-lo. 




Um pouco da história… 


Em As Duas Torres vemos o desfecho que Boromir teve após os acontecimentos em A Sociedade do Anel e logo em seguida os membros da comitiva sendo separados. Em meio ao ataque órquico Mery e Pippin foram sequestrados com o intuito de levá-los  a Saruman. 

No livro III do segundo volume da trilogia vemos Legolas, Gimli e Aragorn embarcando na missão de resgatar seus companheiros hobbits e começando a seguir os rastros dos orques. O elfo, o anão e o representante dos homens encontram os Cavalheiros de Rohan que serão de extrema importância para o desenrolar da história. Já Mery e Pippin, após passarem por apertos juntos aos orques conseguem fugir, é em Fangorn onde encontram uma ajuda totalmente inesperada. 

Já do outro lado da história - contada no livro IV - Sam e Frodo encontram-se vagando pelas colinas da Emyn Muil com o desejo de chegarem a Mordor para destruírem o anel. Em meio a sua expedição os dois hobbits contaram com um ajuda bastante inusitada, e terão que lidar com a desconfiança, o cansaço, a fome, e a esperança de acabar de uma vez por todas com o UM anel. 


O que achei… 


Diferente do primeiro volume em As duas Torres a leitura fluiu demaaais!! Acredito que tanto pelo fato de já estar mais habituada a escrita do Tolkien quanto por ter passado pela fase introdutória da história. 

Esse livro foi um compilado de acontecimentos surpreendentes, a cada capítulo algo de novo acontecia e era muito importante para a história. Gostei da dinâmica de divisão dos acontecimentos e da forma como foi retratado os confrontos ao longo do livro contendo mais riqueza de detalhes. 

Os Ents foi algo que me agradou e muito nesse livro, achei bem interessante a história e a força que eles carregam e queria ter visto um pouco mais do confronto entre eles e os orques. 

A meu ver o Frodo, apesar de ser o detentor do anel, não é um personagem muito ativo e em muitas partes vejo ele como alguém que se deixa ser levado pelos acontecimentos, gostaria de ver um pouco mais de força nele. 

Por outro lado o Sam comove com toda a sua lealdade. É um verdadeiro para o Frodo e o tenta proteger sempre, não importa a situação em que esteja. Nesse livro ele se mostrou muito corajoso e foi algo que amei ter visto. 

Estou com altas expectativas para O retorno do Rei, quero saber como toda essa história vai desenvolver e qual vai ser o destino final do personagens!

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Autora: Agatha Christie
Avaliação: 4,5
Sinopse: Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais... Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.


Um pouco da história… 


“Deve haver algo errado! Além de rica, bonita, é demais! Uma mulher rica desse jeito não tem o direito de ser bonita… e ela é linda… é realmente uma mulher que tem tudo! Isso não é justo!”

Essa frase exemplifica bem a opinião em torno de Linnet Ridgeway, linda, rica, inteligente, uma jovem que consegue tudo o quer, e consegue mesmo, isso inclui até o noivo da melhor amiga… 

Quando Linnet ver Simon Doyle pela primeira vez sabe que o quer, e para conseguir passa por cima da amizade que tem com sua melhor amiga Jacqueline de Bellefort e se casa com ele. Assim, em lua de mel o casal decidi viajar em um cruzeiro pelas águas do Rio Nilo. Mas não contava com a perseguição e presença indesejada da Sra. Bellefort. 

Nesse cruzeiro embarca outras pessoas que de uma forma ou de outra conhecem e tem a ver com a vida social de Linnet. Além disso, entre os passageiros encontra-se Hercule Poirot, que apesar de ser um dos detetives mais famosos do mundo, resolveu tirar férias e aproveitar a viagem pelo Egito. Porém o que ele não contava era com um assassinato em pleno Rio Nilo. 

É a partir da morte de Linnet que Mr. Poirot começa a fazer o que faz de melhor: desvendar a verdade! Além da morte descobre-se que um valioso colar desapareceu, e dúvidas começam a surgir: 

  • “Sra. Bellefort decidiu se vingar assassinando Linnet?” 
  • “Foi roubo seguido de morte?” 
  • “Quem no cruzeiro teria motivos para assassinar a jovem milionária?” 

Hercule Poirot usa de toda sua sagacidade e inteligência para desvendar mais um mistério! 


O que achei 


Esse foi o segundo livro da Agatha Christie que li e como o outro gostei muuuitoo! 

A escrita dela é muito boa e envolvente, te prende na história e faz você criar várias teorias quanto quem é o culpado hahaha. É um romance policial muuiito inteligente e foge do óbvio, o que é maravilhoso porque te instiga a ler mais. 

Consegui desvendar parte do mistério e descobri quem foram os responsáveis pelo roubo do colar (hehe) mas os culpados pelo assassinato me deixou um pouco surpresa. Porque um pouco? Já falei em outro post que sempre que leio livros com essa temática eu desconfio de tudo e de todos até que se prove o contrário haha, então para me surpreender tem que ser de fato algo que realmente eu nem imaginava. 

Um ponto negativo ao longo da narrativa foram algumas passagens do texto em que houve expressões um pouco gordofóbicas que me incomodaram bastante.

Fora isso gostei bastante do livro e pretendo seguir conhecendo mais obras da Rainha do Crime! 

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Autor: J. R. R. Tolkien 
Avaliação: 4,5 
Sinopse: A Sociedade do Anel começa no Condado, a região rural do oeste da Terra-média onde vivem os diminutos e pacatos hobbits. Bilbo Bolseiro, um dos raros aventureiros desse povo, cujas peripécias foram contadas em O Hobbit, resolve ir embora do Condado e deixa sua considerável herança nas mãos de seu jovem parente Frodo.
O mais importante legado de Bilbo é o anel mágico que costumava usar para se tornar invisível. No entanto, o mago Gandalf, companheiro de aventuras do velho hobbit, revela a Frodo que o objeto é o Um Anel, a raiz do poder demoníaco de Sauron, o Senhor Sombrio, que deseja escravizar todos os povos da Terra-média. A única maneira de eliminar a ameaça de Sauron é destruir o Um Anel nas entranhas da própria montanha de fogo onde foi forjado.
A revelação faz com que Frodo e seus companheiros hobbits Sam, Merry e Pippin deixem a segurança do Condado e iniciem uma perigosa jornada rumo ao leste. Ao lado de representantes dos outros Povos Livres que resistem ao Senhor Sombrio, eles formam a Sociedade do Anel.


Um pouco da história… 


“A coragem se encontra em lugares inesperados”

A sociedade do Anel é o primeiro volume de O senhor dos Anéis, e é dividido em dois livros. A história contada aqui se passa 70 anos após o final de O Hobbit, e começa com Bilbo Bolseiro, nosso querido hobbit do Condado, organizando sua festa de aniversário de 111 anos. 

Gandalf, o Cinzento não poderia estar de fora dessa comemoração e quando chega ao Condado fica sabendo por Bilbo, seu amigo de longas datas, que este deseja voltar a viajar pela Terra-Média e que a vida pacata como um velho hobbit não lhe agrada mais. 

É com esses pensamentos em mente que Bilbo, em sua festa de aniversário, faz um belo discurso e desaparece no meio da comemoração. Isso causa o maior alvoroço entre os hobbits presentes, principalmente em Frodo, parente que morava sob o mesmo teto que o Bilbo. 

Após a partida do hobbit, todos os pertences dele passam a ser agora de Frodo e isso inclui um certo anel mágico, tido como precioso por Bilbo. Tempos passam até que Gandalf retorna ao Condado, onde confidencia a Frodo o real significado por trás do anel e o quanto todos estão em perigo por porta-lo. 



“mas que não jure que caminhará no escuro aquele que não viu o anoitecer.”

É movido por essas circunstância que Frodo deixa sua pacata toca no Condado para embarcar em uma aventura, com seus companheiros Sam, Merry e Pippin. Os quatro hobbits partem ao encontro de Gandalf e um dos primeiros obstáculos que enfrentam são os  Cavaleiros Negros de Mordor, que estão em busca do anel de Sauron. 

É em Valfenda que acontece o Conselho de Elrond, onde representantes dos povos da Terra-Média se encontram para decidir o que será feito do anel. E é lá que decidem destruir o anel, e para isso se reúnem os quatros hobbits, um mago, dois representantes dos homens, um elfo e um anão, formando assim a sociedade do anel.


O que achei 


“Quem sabe as trilhas que cada um há de percorrer já estejam estendidas diante de vossos pés, apesar de não as verdes.” 

A leitura de A sociedade do Anel foi mais uma do projeto “Uma viagem a Terra-Média”. Ter sido realizada durante todo o mês foi sem dúvidas um divisor de águas, pois diferente de O Hobbit, esse aqui possui uma linguagem mais densa, mais detalhada e com capítulos beeem maiores o que tornou a leitura mais lenta. 

A quantidade de informações contidas nesse livro é grande e não tem como ser lido de uma maneira muito rápida - pelo menos, não no meu caso. Então, por ser uma leitura coletiva e ter as metas semanais bem definidas me ajudou muito a compreender a história melhor e não ter desistido no meio do caminho. 

O único ponto “negativo” da história toda foi esse, possuir capítulos grandes e por às vezes apresentar uma linguagem mais densa e de difícil entendimento. Mas fora isso tem sido fantástico acompanhar a trajetória do Frodo. É uma história de altos e baixos, com muitas coisas interessantes e que merecem ser descobertas. 



Tem muita coisa para acontecer ainda, Frodo praticamente acabou de começar sua jornada e o final desse primeiro volume me deixou muito curiosa com o que vai acontecer pela frente. 

Uma das coisas que mais gostei aqui foi a amizade entre o Sam e o Frodo e o quanto isso é importante para o decorrer da história. Amei conhecer o Sam e quero guardar ele dentro de um potinho. 

Meu mood atual é: Aguardando os próximos eventos e esperando ser surpreendida pelo tio Tolkien. 

Espero que tenham gostado da resenha! Antes de ir embora não esquece de conferir as outras resenhas que temos aqui. 

Um beijão e até mais! 


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Título: O Hobbit 
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Harper Collins
Avaliação: 4,5
Sinopse:  Bilbo Bolseiro era um dos mais respeitáveis hobbits de todo o Condado até que, um dia, o mago Gandalf bate à sua porta. A partir de então, toda sua vida pacata e campestre soprando anéis de fumaça com seu belo cachimbo começa a mudar. Ele é convocado a participar de uma aventura por ninguém menos do que Thorin Escudo-de-Carvalho, um príncipe do poderoso povo dos Anãos.
Esta jornada fará Bilbo, Gandalf e 13 anãos atravessarem a Terra-média, passando por inúmeros perigos, sejam eles, os imensos trols, as Montanhas Nevoentas infestadas de gobelins ou a muito antiga e misteriosa Trevamata, até chegarem (se conseguirem) na Montanha Solitária. Lá está um incalculável tesouro, mas há um porém. Deitado em cima dele está Smaug, o Dourado, um dragão malicioso que... bem, você terá que ler e descobrir.


Um pouco da história…

“Lá e de volta outra vez…”

No topo da colina, em uma das tocas mais charmosas do Condado, vivia um hobbit sossegado e de bem com a vida, seu nome era Bilbo Bolseiro. Apesar da calmaria, corria em suas veias o sangue dos Tûks, hobbits que se diferiam dos demais por terem valentia acima da média.

Bilbo estava tranquilo, fumando seu cachimbo quando Gandalf, um velho mago conhecido dos hobbits vai a seu encontro. O intuito era convidar o baixinho para mais uma de suas muitas aventuras, mas Bilbo sendo quem era, não aceitou. 

Até que a noite eventos estranhos começam a acontecer, anão após anão chega a sua porta sem ao menos serem convidados, e isso acaba por irritar muito o pequeno hobbit. No fim, 13 anãos + o mago, ocupavam sua sala, comendo e bebendo tudo o que encontravam pela frente, e Bilbo nesse meio se sentiu perdido.

Depois de estarem satisfeitos, finalmente Gandalf revela que levou todas aqueles anãos ali porque ele acreditava que Bilbo era o gatuno que eles precisavam para a aventura que os aguardava. Noite adentro eles cantaram, beberam e contaram histórias do tempo em que os anãos possuíam um império, e ouro a perder a vista, e que a missão deles eram recuperar todo o tesouro que um dia os pertenceu. 

No dia seguinte, mesmo contrariando sua vontade maior, Bilbo se juntou a Gandalf, Thorin Escudo-de-Carvalho e mais outros 12 anãos, nessa que seria a maior aventura da sua vida. 

Montado em seus pôneis e cavalo, essa trupe nada convencional saíram nessa aventura pelas Terras-Médias. Bilbo ainda não sabia, mas essa viagem mudaria tudo! 

                                     

O que achei

A leitura de O Hobbit faz parte do projeto “Uma viagem a Terra-Média”, idealizado por mim, onde iremos ler algumas obras do mestre Tolkien, e bem, começamos por esse livro. Como essa foi uma Leitura Coletiva, ela ocorreu durante todo o mês de julho, o que acredito ter ajudado bastante na minha opinião sobre a história. 

De início acreditei que seria uma leitura super difícil por todos os comentários que tinha ouvido, achei que seria super denso e sim, estava com um pé atrás. Mas não poderia estar mais enganada, apesar de ser um livro escrito em 1937, a linguagem é atual e você se vê mergulhado na história e ansiando por cada página. 

Gostei muuitoo do livro, apesar de em alguns pontos ter esperado mais. O livro é bastante descritivo, e o narrador é observador, o que contribuiu para não ter muitas cenas de diálogo entre os personagens. As parte que tinham batalhas e mais aventuras eram descritas de forma um pouco superficial, o que me desejar um pouco mais de detalhes. 


Mas no final entendi que o livro é focado mesmo em toda trajetória pela qual o Bilbo passou. Um hobbit sossegado, que nunca imaginou enfrentar tantas aventuras, ser uma peça fundamental em tudo o que ocorreu e ainda sobreviver para contar essa história. 

O livro não possui um herói que sempre sabe o que fazer e no final salva a vida de todos, aqui existem diversos pontos altos, e cada um deles foi de extrema importância para toda a trajetória. E o Bilbo, sem dúvidas, contou com um pouquinho de sorte em toda essa aventura. 

“... e, se me permitem dizer, possuidor de uma boa sorte que excede em muito o estoque normal…”

Tenho que admitir que esse primeiro contato com as obras do mestre Tolkien foi maravilhosa, supriu as minhas expectativas e estou ansiosa pelas próximas aventuras nessa Viagem a Terra-Média! 

Espero que tenham gostado da resenha!
Um beijão e até a próxima!


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Oi, pessoal! O post de hoje é uma resenha de um dos clássicos mais conhecidos do mundo!! 


Título: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Avaliação: 5
Sinopse: "É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa." É com essas palavras que Jane Austen inicia "Orgulho e preconceito", conduzindo o leitor diretamente ao lar dos Bennet, família com não menos que cinco noivas em potencial: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia. Quando o sr. Bingley e o sr. Darcy, dois jovens distintos, chegam a Hert­fordshire, todas ficam em alerta: eles são solteiros, bonitos e, claro, donos de uma boa fortuna. O que poderia ser uma típica história de amor é, nas mãos de uma das escritoras de língua inglesa mais difundidas pelo mundo, um espetáculo de grandes personagens e diálogos sagazes, com um timing perfeito para a ironia.
Neste clássico da literatura vamos conhecer a Inglaterra rural do século XVIII. Aqui teremos alguns nomes importantes como os Bennet, Sr. Darcy, Sr. Bingley, Sr. Wichham que são os personagens principais. 

Um pouco da história...

O cotidiano das mulheres girava em torno dos possíveis noivos, e para Sra. Bennet não era diferente, mãe de cinco filhas solteiras, ela não poupava esforços para conseguir um marido para sua filhas. A família Bennet comparecia a todos os bailes que ocorriam na sociedade e quando chegou aos ouvidos deles que dois jovens solteiros e com belas fortunas chegaram a Hertfordshire, foram vistos como os futuros noivos das meninas Bennet. 

Foi em mais um dos bailes daquela época que os dois jovens foram apresentados para a sociedade, Sr. Bingley sendo um rapaz educado, sorridente e com uma bela fortuna, acabou encantando todos ao redor, e isso incluí Jane, a mais velha das irmãs Bennet. O mesmo não aconteceu com o segundo jovem, Sr. Darcy, que apesar de bonito e rico, ele era extremamente arrogante, mal educado e metido, foi indelicado ao ponto de dizer que no baile não existia sequer uma dama bonita, ao ponto de atraí-lo. Este episódio mexeu em particular com Elizabeth - irmã Bennet nº 02 - que apesar de não querer admitir, ficou ofendida com tal comentário. 

O desenrolar da trama se dá através de bailes, jantares e conversas entre os jovens que se conheceram no baile, e com a possível formação de casais

 Lizzy e Darcy em adaptação de Orgulho e Preconceito - 2005

Todo o livro é composto em sua maior parte por diálogos, o que sem dúvidas o torna uma leitura mais rápida. Na história existe uma crítica relacionada a educação, tradições, casamentos e a sociedade da época, apesar de todos os personagens terem voz dentro da narrativa o enredo vai focar principalmente nos posicionamentos e atitudes de Elizabeth e Darcy. 

Com os dois nós vamos ver o preconceito entre classes, as diferenças ideológicas, o quanto aquela sociedade podia ser fútil com pensamentos focados em arranjar um casamento. 

Toda a trajetória de Darcy e Elizabeth é marcada por preconceitos e muitas dificuldades, o que torna tudo ainda mais encantador. Darcy, apesar de ser completamente orgulhoso, vai repensar todas as suas atitudes para conquistar a única pessoa capaz de atrair seu coração. E Elizabeth se mostra uma jovem com posicionamentos muito a frente do seu tempo. O romance entre o casal é genuíno e muito bonito de se ler. 

Apesar do livro ter sido publicado pela primeira vez em 1813, a obra se tornou atemporal e um dos clássicos mais lido em todo o mundo. Jane Austen foi uma escritora fantástica, diferente das mulheres de sua época, seja pelo fato de ter sido uma mulher que se dedicava a escrita (agradecemos por isso)  ou pelo fato de nunca ter vindo a se casar. Uma das coisas mais interessantes é que toda a história é a narração da sociedade daquela época, Jane viveu durante aquele período e pode retratar fielmente os acontecimentos. 

O que achei

Minha leitura de Orgulho e Preconceito aconteceu através de uma proposta no grupo de Leitura Coletiva, foi uma experiência maravilhosa, além de ser a minha primeira LC foi onde eu pude ler pela primeira vez essa obra fantástica. 

Foi uma leitura muito prazerosa, apesar do começo ter muitos nomes para assimilar, mas isso não fez com que a obra perdesse seu brilho. Gostei muuuitoo, e se você gosta de romance de época com aquela crítica social e um casal apaixonante, não perde tempo e vai conhecer esse clássicos dos clássicos. 

Espero que tenham gostado do post de hoje e antes de sair não esquece de dar uma olhada nos últimos posts!! 

Um beijão e até próxima quarta! 


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O pequeno príncipe. O que falar desse livrinho mundialmente conhecido? 
Criado inicialmente para o público infantil por Antoine de Saint-Exupéry e publicado pela primeira vez em 1943 nos Estados Unidos, o livro O Pequeno Príncipe tornou-se um dos livros mais famosos do mundo, sendo adotado pelo público adulto e traduzido para mais de oitenta línguas diferentes, um sucesso que até hoje comove milhões de pessoas.

O livro conta história de um piloto de avião frustrado por não compreenderem seus desenhos e um principezinho que habita um asteroide no espaço e vamos conhecer a amizade que surge entre esses dois.

O piloto conhece o pequeno príncipe quando cai no deserto e de maneira bem inusitada o primeiro diálogo entre eles começa com o principezinho pedindo para ele lhe desenhar um carneiro. A partir daí eles começam a conviver juntos, e é durante essa convivência eles passam a repensar em seus valores e experiências de vida.

O pequeno príncipe é um garotinho loiro que vive em um planeta distante, onde tudo é tão pequeno quanto ele, e viaja em outros planetas também. É através das experiências vividas entre esses planetas que o principezinho traz algumas lições de vida. Apesar de ser classificado como um livro infantil, este aborda questões filosóficas através de parábolas e que traz muitos ensinamentos.

Resolvi trazer a resenha desse livro em comemoração ao dia das crianças, acredito que o incentivo a leitura desde pequeno seja muito importante para a formação e a construção pessoal dos futuros jovens. Nada melhor do que esse livro tão fofo e tão necessário, devo confessar que tenho motivos pessoais que me fizeram escolher exatamente essa leitura.

Se você ainda leu essa obra, dê uma chance e se apaixone por cada ensinamento transmitido nessa leitura. 
Aqui vai algumas das frases mais conhecidas de um dos maiores clássicos da literatura. 

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. "

"As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes."

"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar."

"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros."

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."
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Quem escreve

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Lílian

Oi, meu nome é Lílian, sou uma nordestina de 21 anos que estuda Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas. Sou apaixonada por tudo que envolve leitura, música e gastronomia. Aqui nesse espaço quero compartilhar com vocês um pouquinho das minhas experiências literárias


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