Lírios Literários

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Título: O Guarani
Autor: José de Alencar 
Avaliação: 4
Sinopse: Esta importante obra do Romantismo brasileiro narra a história do índio Peri, da tribo goitacases, e sua relação com a família portuguesa de dom Antônio de Mariz. Peri é um fiel protetor de Cecília, filha do fidalgo português. Porém, com a morte acidental de uma índia aimoré por dom Diogo, irmão de Cecília, a família corre perigo e contará com a ajuda desse bravo herói. 



Um pouco da história… 


O livro é dividido em quatro partes: Os aventureiros, Peri, Os Aimorés e A Catástrofe.  A narração dos acontecimentos do livro inicia na primeira metade do século XVII quando conhecemos D. Antônio de Mariz, um fidalgo português que mora no Rio de Janeiro. Na propriedade viviam a família, cavaleiros, aventureiros, fidalgos e até mercenários em busca de ouro e prata. 

Na outra parte da história conhecemos os índios que habitavam aquelas terras. Um dos personagens principais é Peri, um índio da tribo dos goitacases que acaba se envolvendo com os membros da família de D. Antônio após salvar sua filha Cecília. 

Após a apresentação inicial dos personagens e da ambientação nós somos levados até o momento em que o filho de D. Antônio mata uma índia da tribo aimoré por acidente durante uma caçada, o que deixa a tribo enfurecida e com sede de vingança. Dessa forma, os índios vão tentar pagar com a mesma moeda assassinando Cecília. 

Começa aí uma luta entre os índios aimorés, Peri e os homens de D. Antônio de Mariz. Além disso, é descoberto um plano em que os próprios homens de D. Antônio planejavam destruí-lo e tomar suas riquezas.



O que achei 


Ganhei O Guarani há cerca de 2 anos atrás e quando tentei lê-lo não fluiu, por isso acabei deixando de lado. Esse ano uma das minhas metas era dar outra chance a essa história, e finalmente consegui me conectar e ler. 

De início a escrita foi o que mais dificultou a leitura desse livro, por ser um clássico nós sabemos que a narração é feita de forma mais rebuscada e que foge do que costumamos encontrar nos livros contemporâneos. Mas após alguns capítulos consegui me adaptar e leitura fluiu bem melhor. 

Uma das coisas que mais chamou a minha atenção ao longo da narração foi a devoção que o Peri tinha pela Ceci, uma devoção que ia muito além do que se poderia imaginar, capaz de levar ele, o líder da tribo, a se tornar um “escravo” que vivia para satisfazer a vontade da sua senhora. 

“Para ele essa menina, esse anjo louro, de olhos azuis, representava a divindade na terra; admirá-la, fazê-la sorrir, vê-la feliz, era o seu culto; culto santo e respeitoso em que o seu coração vertia os tesouros de sentimentos e poesia que transbordavam dessa natureza virgem.”

Existe umas passagens ao longo do livro que demonstra como as pessoas daquela época enxergavam o índio, e essas passagens me fizeram pensar bastante na natureza do ser humano, o quanto baixo e preconceituoso ele pode ser. 

“Ora Cecília, como queres que se trate um selvagem que tem a pele escura e o sangue vermelho? Tua mãe não diz que um índio é um animal como um cavalo ou um cão?”

Apesar de ser uma leitura mais difícil eu gostei, fiquei feliz em ter conseguido desencalhar esse livro que eu já tinha dado uma chance. O final da história não me agradou muito, esperava algo diferente, mas consegui compreender a mensagem que o autor queria passar. 

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Título: Vingança
Autora: V.E Schwab 
Avaliação: 4,5
Sinopse: Victor Vale e Eli Ever. Grandes amigos no passado, mas agora inimigos mortais que se enfrentam em Vingança, o capítulo final da série Vilões. Um mês e meio antes, Marcella tinha a vida com a qual sempre havia sonhado. Sua vida teria seguido exatamente como o planejado, se ela não houvesse descoberto que Marcus a traía. 
Cinco anos antes, Victor Vale morreu. Porém Sydney Clarke o trouxe de volta à vida. Mas os poderes da menina tinham limitações, e Victor não ressuscitou exatamente como era.
Cinco anos antes, Eli Ever foi preso. Após deixar um rastro de cadáveres de EOs, os quais, segundo ele, eram uma afronta a Deus, Eli caiu numa armadilha preparada por Victor. 
Agora, Merit é o palco de um novo confronto capaz de alterar a balança do poder para sempre. E os caminhos de Marcella, Victor e Eli estão fadados a se cruzar em um encontro que vai definir a vida de todos em Vingança, a conclusão explosiva da série Vilões.



Um pouco da história… 


Com Eli preso e Victor de volta a vida, Mitch, Syd e Victor acreditam que agora podem seguir com a vida deles, até que eventos estranhos começam a acontecer e o Sr. Vale começa a sofrer as sequelas de volta a viver. 

Vingança é narrada com algumas passagens de tempo.  O passado - 5 anos atrás - de Eli e Victor, e o da Marcela há um mês e meio, até que gradativamente chegam até o presente. Diferente do que é apresentado em Vilão, aqui nós temos a inserção de outros personagens e os acontecimentos sob o ponto de vista de cada um deles. 

Quando Victor volta a vida é de se esperar - devido o histórico da Syd -  que ele tivesse alguma sequela, e é exatamente isso que acontece. Vale passa a ter desmaios em que tudo nele para de funcionar, como se realmente tivesse morrido, até que segundos/minutos depois ele volta a vida. É por isso que ele começa a procurar EOs que possam curá-lo do que está acontecendo. 

Já Eli é preso após a luta no final de Vilão, mas ele não é levado para uma simples prisão, essa é uma instituição criada por Stell especializada em caçar e prender os EOs existentes. Aos poucos Eli passa a ser um instrumento de estudo para a instituição e tempos depois começa a ajudá-los. Dessa forma, ele passa a desconfiar de que na verdade Victor não está morto como deveria e aí começa a tramar uma forma de sair do instituto e ir atrás do Sr. Vale. 

Além desses dois personagens principais temos também a chegada de Marcela, ela é uma EO recém “criada” que está buscando vingança por tudo o que aconteceu com ela. Diferente dos outros ExtraOrdinários, Marcela não teme as autoridades e nem se esconde, o objetivo dela é ter a cidade de Merit na palma de sua mão e não vai poupar esforços para conseguir o que deseja. 

Ao longo da narrativa vamos acompanhando os acontecimentos que vão levar ao encontro desses três personagens fortes e vamos saber qual vai ser o resultado disso tudo. 



O que achei 


Uma das coisas que mais gostei nesse livro foi a inserção de novos personagens e a descrição dos acontecimentos sob o ponto de vista deles. Dessa forma, podemos conhecer mais sobre a história de cada um e saber a opinião deles sobre os fatos, o que sem dúvidas engrandeceu a narrativa e a deixou mais desenvolvida. 

Uma das coisas que pode complicar a leitura são as passagens de tempo, apesar da escrita da V.E ser extremamente fluida e viciante, é preciso bastante atenção para se situar em que período de tempo está ocorrendo aqueles fatos. 

A minha personagem favorita, sem dúvidas, é a Syd e ela é muito injustiçado ao longo de toda a história. Ela vem tendo um crescimento no decorrer dos livros mas mesmo assim ela ainda é muito indefesa, e diversas coisas acontecem com ela e o meu desejo é de proteger, dar apoio e falar que tudo vai dar certo no final. 

O Victor com toda a busca pela cura fez váriaaaas borradas e eu fiquei bem estressada, em muitas partes senti vontade de socar a cara dele. Mesmo assim, continuo achando ele um personagem muito f*da (desculpem a palavra haha), não pelo poder que ele tem sendo um EO, mas sim pela força que ele carrega, porém ele também é muito mimado hahaha. 

No geral eu gostei muiittooo dessa história e achei ela mais desenvolvida que Vilão, apesar de ter algumas ressalvas. Algumas partes do livro foram bem enroladinhas, o que complica quando você pensa que é um livro de mais de 500 páginas. 

Pelo o que deu para entender com o final, essa franquia vai sim ter mais um livro e eu estou receosa e ao mesmo tempo animada. Quero muito que em um próximo livro a Syd dê a volta por cima, mas também estou com medo de que a história fique arrastada. Só nos resta esperar. VEM AÍÍÍ !!!!

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Autora: Brigid Kemmerer 
Avaliação: 5
Sinopse: Rev Fletcher enfrenta fantasmas do passado. Mas, com seus amorosos pais adotivos, aos poucos tudo parece estar cicatrizando. Até que, inesperadamente, ele recebe uma carta de seu pai biológico abusivo e o trauma da infância volta com toda força. Emma Blue, expert em programação, passa o tempo livre aprimorando o jogo de videogame que construiu – o que é, ao mesmo tempo, uma fuga do casamento em ruínas de seus pais. Entretanto, quando surge um assediador no meio virtual, o medo neste ambiente torna-se real e ela precisará encontrar uma maneira de combater o criminoso. Quando Rev e Emma se encontram, estão soterrados pela própria escuridão. Embora seja difícil para ambos descrever em palavras o que estão passando, a conexão entre os dois é inevitável. Seus problemas podem até parecer distantes, mas Rev e Emma decidem ajudar um ao outro, não importa o que aconteça.


Um pouco da história… 


Mais do que palavras podem dizer conta a história do Rev e da Emma. Ele é um adolescente que vive com seus pais adotivos, é marcado por muitos acontecimentos do passado e tem um melhor amigo que é o Declan. Ela é uma gamer que usa o tempo disponível para jogar e criar jogos virtuais, enfrenta problemas tanto em casa quanto no mundo virtual e tem uma melhor amiga que é completamente o oposto dela. 

Rev Fletcher desde muito novo enfrentou problemas com o seu pai biológico e guarda marcas desses acontecimentos até hoje, mas três coisas o ajudaram a passar por tudo isso: sua fé em Deus, seus pais adotivos e seu melhor amigo Declan. Rev apesar de seus traumas vive uma vida feliz, até que próximo do seu aniversário de 18 anos  recebe uma carta de seu pai adotivo, a mensagem desencadeia uma série de pensamentos e recordações que ele preferia que ficassem enterradas e é a partir daí que ele se vê perdido. 

Já Emma possui uma relação familiar com seus pais bem complicada. A mãe dela é médica e faz de tudo para que a filha foque nos estudos, é  bastante rígida e controladora. O pai por outro lado é o oposto, bem mais liberal, trabalha na área da computação e partilha essa paixão em comum com a Em. O casal diverge muito, principalmente em relação a criação da filha, e no meio desses e tantos outros problemas decidem se divorciar. Nisso Emma se refugia nos seus jogos, mas até no mundo virtual ela começa a passar por problemas, pois passa a sofrer assédio por um dos jogadores. 

Rodeados de problemas por todos os lados Rev e Emma decidem sair para espairecer a mente. Quando em meio ao passeio o cachorro de Emma encontra Rev atrás de uma igreja perdido em seus pensamentos, é como se o destino quisesse que essas duas almas perdidas se encontrassem e se fortalecessem. A partir desse momento eles passam a se encontrar em meio a passeios noturnos, trocam mensagens e começam a partilhar suas dificuldades e se apoiar. É quando uma improvável amizade vai se tornando um possível romance. 

O que achei 


Quando concluí a leitura de Aos perdidos, com amor um dos meus pensamentos foi: “leria fácil um livro sobre o Rev” e imagine a minha surpresa ao descobrir que siiimmm, existia um livro. 

Eu me encantei pelo Rev desde o momento em que ele apareceu no livro no Declan, e ler um livrinho só sobre ele foi fantástico. Rev passou por muita, muita coisa ao longo de sua vida mas sempre se reergueu e enfrentou da sua maneira. Porém, em Mais do que palavras podem dizer nós podemos ver que as coisas na vida realmente podem dar errado e até a mais sensata das pessoas perde o controle. 

Já com a Emma conhecemos a visão do filho quando os pais passam por um divórcio, e como ela se sentiu “invisível” em meio a tantas brigas que existiam entre os pais. Outro aspecto que eu gostei muito de ter sido abordada é sobre o assédio virtual, e de como a vítima muitas vezes não busca ajuda por achar que tudo aquilo não é de fato um problema. 

Mais uma vez tenho que destacar a habilidade da autora em construir personagens com problemas reais, o que nos faz simpatizar ainda mais pelo o problema que eles passam. Toda a questão envolvendo o assédio foi muito importante de ser debatido, assim como destaque de que isso é crime e precisa ser denunciado. 

O final me deixou de novo com gostinho de quero mais, e tenho que ressaltar que a escrita dessa mulher é vicianteeee. 

Amei muito esse livro e não sei qual é o meu favorito entre os dois que li haha. 

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Título: Finale
Avaliação: 4
Autora: Becca Fitzpatrick 
Sinopse: Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. Hank estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara — o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch. 




Um pouco da história … 


“Vamos trancar os portões do inferno de uma vez por todas.”
 
Em Finale teremos o desfecho da história entre os anjos caídos e os nefilins. Com a morte de Hank no final de Silêncio, Nora precisa assumir o exército Nefilim, mas ela se encontra em uma missão quase impossível: controlar os Nefilins e acalmar os Arcanjos. 

Em meio a isso Nora e Patch precisam se manter distantes pois agora eles fazem parte de mundos se que odeiam. Para passar um imagem de que de fato iria levar os nefilins a luta, Nora decidi manter um relacionamento de fachada com Dante, segundo no comando, além de começar a treinar com ele para aprender a se defender. 

Tanto Nora quanto Patch estão sob ameaças de morte iminentes e precisam tomar cada vez mais cuidado. O cheshvan se aproxima e alguns nefilins possuem um carta na manga que envolve as artes das trevas e não vão se entregar sem lutar. 



O que achei 


Me surpreendi com esse último volume e li como se fosse a primeira vez. Eu realmente não lembrava da maioria dos acontecimentos desse livro e cada virar de página foi ótimo! A releitura da série Hush Hush como um todo foi bem legal e eu amei rever todos os personagens.

Percebi também muitas falhas na narrativa e coisas que poderiam ser modificadas para que a história crescesse, mas como já comentei antes tenho um apego emocional muito grande com essa série e guardarei pra sempre comigo. 

A morte de um dos personagens, para mim, foi um pouco desnecessária. O desfecho do livro me deixou com gostinho de quero mais e fiquei com muita vontade de ler algumas cenas sobre o casal protagonista. 

No final eu gostei da releitura, mas são será algo que irei fazer com esses livros mais uma vez, não quero perder o encanto que tive quando comecei a ler esse livro pela primeira vez, e sinto que é exatamente isso que vai acontecendo com o passar dos anos. 

Espero que tenham gostado da resenha! Um beijão e até mais!

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Autora: Brigid Kemmerer
Avaliação: 5
Sinopse: Juliet Young sempre escreveu cartas para sua mãe. Mesmo depois da morte dela, continua escrevendo - e as deixa no cemitério. É a única coisa que tem ajudado a jovem a não se perder de si mesma. Já Declan Murphy é o típico rebelde. O cara da escola de quem sempre desconfiam que fará algo errado, ou até ilegal. O que poucos sabem é que, apesar da aparência durona, ele se sente perdido. Enquanto cumpre pena prestando serviço comunitário no cemitério local, vive assombrado por fantasmas do passado. Um dia, Declan encontra uma carta anônima em um túmulo e reconhece a dor presente nela. Assim, começa a se corresponder com uma desconhecida... exceto por um detalhe: Juliet e Declan não são completos desconhecidos um do outro. Eles estudam na mesma escola, porém são tão diferentes que sempre se repeliram. E agora, sem saber, trocam os segredos mais íntimos. Mas, aos poucos, a vida real começa a interferir no universo particular das confidências. E isso pode separá-los ou uni-los para sempre.


Um pouco da história… 


“Há uma explosão de dor em cada palavra. O tipo de dor que faz você escrever cartas para alguém que nunca vai lê-las.”

Aos perdidos, com amor é um Young Adult que vai acompanhar a Juliet e o Declan em um dos momentos difíceis da vida dos dois. A narrativa é intercalada entre os dois personagens e te permite conhecer os dois lados da história.

A mãe da Juliet era uma fotojornalista muito famosa que passava a maior parte de sua vida viajando, fotografando acontecimentos importantes, e isso era o que dava sentido a vida dela. Por isso, Juliet criou o hábito de escrever cartas para a sua mãe, como um meio único de se comunicarem e se conectarem. Até que a mãe dela sofre um acidente e acaba falecendo. 

É nesse momento que o mundo dela desaba, ela se vê sem saber o que fazer com a própria vida. Meses se passam e Juliet passa  a ir constantemente ao cemitério onde sua mãe foi enterrada, e continua escrevendo cartas mesmo sabendo que elas nunca mais serão respondidas. 

Do outro lado nós conhecemos o Declan Murphy, ele segue bem o estilo encrenqueiro, de quem sempre esperamos o pior e não faz nada para mudar a opinião das pessoas em relação a isso. O Declan vive em um ambiente familiar nada agradável, e em um dia fatídico ele acaba cometendo um delito - algo que todos ao redor já esperavam - e precisa pagar por ele com serviços comunitários. E o local escolhido é o cemitério, o mesmo que a mãe da Juliet foi enterrada. 

É nesse serviço que um dia Declan acaba encontrando um carta sobre um túmulo, levado pela curiosidade ele a lê e acaba sentindo em seu âmago todos os sentimentos que aquelas palavras queriam transmitir, ele se conecta com elas. Na confusão de sentimentos daquele momento, Declan responde a carta. 

É a partir desse ponto que a história dos dois personagens se conecta e vamos conhecemos mais sobre cada um. São duas pessoas que enfrentaram muita coisa ao longo da vida e se sentem completamente perdidos. Após os primeiros momentos de raiva, sentidos pela Juliet, ao ter seu momento particular violado, eles passam a se comunicar, primeiro através das cartas e depois por emails. 


O que eu achei 


“Quando tudo ao seu redor está perdido, só há um caminho a seguir: para a frente!"
 
Essa história foi surpreendente!! 

Antes de iniciar esse livro eu sabia que seria uma história que ganharia meu coração, mas não imaginei com que intensidade isso iria acontecer. Acompanhar a construção da relação desses dois foi algo incrível e que me fez aprender um pouco com cada um deles. 

A dor da perda é um sentimento muito forte, e foi esse sentimento que os uniu. Mesmo sem terem a noção de quem eram, se apoiaram e tentaram entender as feridas um do outro. 

O Declan - apesar de me irritar algumas vezes - foi um personagem que me cativou muito! Toda essa pose de menino rebelde era só uma fachada, e tudo o que tem por baixo dessa mínima camada é tão profundo que faz você sentir um aperto no coração. 

No livro podemos ver as consequências de ter pais negligentes. 

Com a Juliet vemos como a morte de uma pessoa pode nos afastar de quem nos quer bem, como faz esquecermos dos nossos sonhos, e como a decepção pode te destruir tanto quanto perder alguém. 
 
Uma das coisas que mais gostei no livro foi que a autora soube criar personagens reais, com problemas reais e palpáveis, nada fantasioso. 

Aqui também tem um personagem secundário - Rev - que ganhou meu coração. Exemplo de melhor amigo! Só queria colocar ele em um potinho e guardar perto de mim.

A escrita da autora é viciante, a cada virar de páginas você só quer ler mais e mais, mergulhar na história e se agarrar aos sentimentos que cada palavra transmite. 

Foi uma das minhas melhores leituras desse ano e eu simplesmente amei!! Me sinto no dever de panfletar essa maravilha. 



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Autora: Agatha Christie
Avaliação: 4,5
Sinopse: Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais... Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.


Um pouco da história… 


“Deve haver algo errado! Além de rica, bonita, é demais! Uma mulher rica desse jeito não tem o direito de ser bonita… e ela é linda… é realmente uma mulher que tem tudo! Isso não é justo!”

Essa frase exemplifica bem a opinião em torno de Linnet Ridgeway, linda, rica, inteligente, uma jovem que consegue tudo o quer, e consegue mesmo, isso inclui até o noivo da melhor amiga… 

Quando Linnet ver Simon Doyle pela primeira vez sabe que o quer, e para conseguir passa por cima da amizade que tem com sua melhor amiga Jacqueline de Bellefort e se casa com ele. Assim, em lua de mel o casal decidi viajar em um cruzeiro pelas águas do Rio Nilo. Mas não contava com a perseguição e presença indesejada da Sra. Bellefort. 

Nesse cruzeiro embarca outras pessoas que de uma forma ou de outra conhecem e tem a ver com a vida social de Linnet. Além disso, entre os passageiros encontra-se Hercule Poirot, que apesar de ser um dos detetives mais famosos do mundo, resolveu tirar férias e aproveitar a viagem pelo Egito. Porém o que ele não contava era com um assassinato em pleno Rio Nilo. 

É a partir da morte de Linnet que Mr. Poirot começa a fazer o que faz de melhor: desvendar a verdade! Além da morte descobre-se que um valioso colar desapareceu, e dúvidas começam a surgir: 

  • “Sra. Bellefort decidiu se vingar assassinando Linnet?” 
  • “Foi roubo seguido de morte?” 
  • “Quem no cruzeiro teria motivos para assassinar a jovem milionária?” 

Hercule Poirot usa de toda sua sagacidade e inteligência para desvendar mais um mistério! 


O que achei 


Esse foi o segundo livro da Agatha Christie que li e como o outro gostei muuuitoo! 

A escrita dela é muito boa e envolvente, te prende na história e faz você criar várias teorias quanto quem é o culpado hahaha. É um romance policial muuiito inteligente e foge do óbvio, o que é maravilhoso porque te instiga a ler mais. 

Consegui desvendar parte do mistério e descobri quem foram os responsáveis pelo roubo do colar (hehe) mas os culpados pelo assassinato me deixou um pouco surpresa. Porque um pouco? Já falei em outro post que sempre que leio livros com essa temática eu desconfio de tudo e de todos até que se prove o contrário haha, então para me surpreender tem que ser de fato algo que realmente eu nem imaginava. 

Um ponto negativo ao longo da narrativa foram algumas passagens do texto em que houve expressões um pouco gordofóbicas que me incomodaram bastante.

Fora isso gostei bastante do livro e pretendo seguir conhecendo mais obras da Rainha do Crime! 

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Autor: J. R. R. Tolkien 
Avaliação: 4,5 
Sinopse: A Sociedade do Anel começa no Condado, a região rural do oeste da Terra-média onde vivem os diminutos e pacatos hobbits. Bilbo Bolseiro, um dos raros aventureiros desse povo, cujas peripécias foram contadas em O Hobbit, resolve ir embora do Condado e deixa sua considerável herança nas mãos de seu jovem parente Frodo.
O mais importante legado de Bilbo é o anel mágico que costumava usar para se tornar invisível. No entanto, o mago Gandalf, companheiro de aventuras do velho hobbit, revela a Frodo que o objeto é o Um Anel, a raiz do poder demoníaco de Sauron, o Senhor Sombrio, que deseja escravizar todos os povos da Terra-média. A única maneira de eliminar a ameaça de Sauron é destruir o Um Anel nas entranhas da própria montanha de fogo onde foi forjado.
A revelação faz com que Frodo e seus companheiros hobbits Sam, Merry e Pippin deixem a segurança do Condado e iniciem uma perigosa jornada rumo ao leste. Ao lado de representantes dos outros Povos Livres que resistem ao Senhor Sombrio, eles formam a Sociedade do Anel.


Um pouco da história… 


“A coragem se encontra em lugares inesperados”

A sociedade do Anel é o primeiro volume de O senhor dos Anéis, e é dividido em dois livros. A história contada aqui se passa 70 anos após o final de O Hobbit, e começa com Bilbo Bolseiro, nosso querido hobbit do Condado, organizando sua festa de aniversário de 111 anos. 

Gandalf, o Cinzento não poderia estar de fora dessa comemoração e quando chega ao Condado fica sabendo por Bilbo, seu amigo de longas datas, que este deseja voltar a viajar pela Terra-Média e que a vida pacata como um velho hobbit não lhe agrada mais. 

É com esses pensamentos em mente que Bilbo, em sua festa de aniversário, faz um belo discurso e desaparece no meio da comemoração. Isso causa o maior alvoroço entre os hobbits presentes, principalmente em Frodo, parente que morava sob o mesmo teto que o Bilbo. 

Após a partida do hobbit, todos os pertences dele passam a ser agora de Frodo e isso inclui um certo anel mágico, tido como precioso por Bilbo. Tempos passam até que Gandalf retorna ao Condado, onde confidencia a Frodo o real significado por trás do anel e o quanto todos estão em perigo por porta-lo. 



“mas que não jure que caminhará no escuro aquele que não viu o anoitecer.”

É movido por essas circunstância que Frodo deixa sua pacata toca no Condado para embarcar em uma aventura, com seus companheiros Sam, Merry e Pippin. Os quatro hobbits partem ao encontro de Gandalf e um dos primeiros obstáculos que enfrentam são os  Cavaleiros Negros de Mordor, que estão em busca do anel de Sauron. 

É em Valfenda que acontece o Conselho de Elrond, onde representantes dos povos da Terra-Média se encontram para decidir o que será feito do anel. E é lá que decidem destruir o anel, e para isso se reúnem os quatros hobbits, um mago, dois representantes dos homens, um elfo e um anão, formando assim a sociedade do anel.


O que achei 


“Quem sabe as trilhas que cada um há de percorrer já estejam estendidas diante de vossos pés, apesar de não as verdes.” 

A leitura de A sociedade do Anel foi mais uma do projeto “Uma viagem a Terra-Média”. Ter sido realizada durante todo o mês foi sem dúvidas um divisor de águas, pois diferente de O Hobbit, esse aqui possui uma linguagem mais densa, mais detalhada e com capítulos beeem maiores o que tornou a leitura mais lenta. 

A quantidade de informações contidas nesse livro é grande e não tem como ser lido de uma maneira muito rápida - pelo menos, não no meu caso. Então, por ser uma leitura coletiva e ter as metas semanais bem definidas me ajudou muito a compreender a história melhor e não ter desistido no meio do caminho. 

O único ponto “negativo” da história toda foi esse, possuir capítulos grandes e por às vezes apresentar uma linguagem mais densa e de difícil entendimento. Mas fora isso tem sido fantástico acompanhar a trajetória do Frodo. É uma história de altos e baixos, com muitas coisas interessantes e que merecem ser descobertas. 



Tem muita coisa para acontecer ainda, Frodo praticamente acabou de começar sua jornada e o final desse primeiro volume me deixou muito curiosa com o que vai acontecer pela frente. 

Uma das coisas que mais gostei aqui foi a amizade entre o Sam e o Frodo e o quanto isso é importante para o decorrer da história. Amei conhecer o Sam e quero guardar ele dentro de um potinho. 

Meu mood atual é: Aguardando os próximos eventos e esperando ser surpreendida pelo tio Tolkien. 

Espero que tenham gostado da resenha! Antes de ir embora não esquece de conferir as outras resenhas que temos aqui. 

Um beijão e até mais! 


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Autora: Julia Quinn 
Avaliação: 4,5 
Sinopse: Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton.
Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele.
Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite.


Um pouco da história… 


O conde enfeitiçado é o sexto livro da série Os Bridgertons e aqui vamos conhecer Francesca Bridgerton, filha número seis desta família tão irreverente. 

Aqui saberemos um pouco mais sobre Francesca, que é umas das personagens que menos comentam em toda a série. Ela casou-se cedo e vivia uma vida feliz e satisfeita ao lado de John, seu marido e conde de Kilmartin. Além dele ganhou um grande amigo e quase irmão, Michael, primo de seu marido. 

Até que em um fatídico dia John morreu de maneira súbita, a deixando viúva e sem herdeiros. Além de ter perdido seu grande amor, Francesca sofria com a dor de não ter conseguido engravidar, e dessa forma se agarrou ao luto que a abraçou como uma grande amiga. 

Do outro lado conhecemos Michael Stirling, primo do conde de Kilmartin e grande amigo de sua esposa, Francesca Bridgerton Stirling. Apesar de conviver com o casal e se dar super bem com eles, Michael é apaixonado por Francesca desde o momento em que pôs os olhos nela. Ele se apaixonou pela única mulher que nunca poderia ter. Frustrado com o amor, acabou se tornando um dos maiores libertinos - nenhuma mulher resistia aos seus encantos.  

A morte repentina de John trouxe consequências que Michael não imaginava, como o título de Conde de Kilmartin. Recaiu sobre ele após a descoberta que Francesca não gerou um herdeiro e nem estava grávida no momento da morte. 

Com as novas responsabilidades, a morte do primo, e apesar das circunstâncias, sabendo que Francesca agora estava  livre, Michael não soube como agir e decidiu viajar e não encarar as mudanças que aconteceram em sua vida. 

Quatro anos se passam até que Michael retorna a Londres, e ao chegar tem uma grande surpresa: Francesca abandonou o luto e agora está a procura de um noivo - tudo para realizar o sonho de ser mãe. Tomado de uma coragem que não sabia existir, Michael tentará conquistar Francesca e se tornar seu marido, apesar de saber que essa é uma missão quase impossível. 


O que achei


Esse foi um dos livros que mais gostei da série, foi bem melhor que o volume anterior e merece mais destaque do que realmente tem. A história aborda vários assuntos importantes e a parte do romance é uma das melhores haha. 

Com a Francesca vamos acompanhar o luto de uma jovem que era feliz em seu casamento e gostava do seu marido - o que era raro naquela época. Outro aspecto interessante que foi abordado é a questão da maternidade e de como isso era importante para a mulher naquele tempo. Gerar um herdeiro era um peso para as esposas e Francesca sofreu muito com tudo o que aconteceu. 

Diferente dos outros romances, nesse aqui o protagonista masculino é que é apaixonado pela mocinha. Michael é louco pela Francesca e é quase impossível tê-la em seus braços, geralmente vemos as mocinhas apaixonadas e foi legal ver esse outro lado. 

O romance entre os dois foi surgindo aos poucos, quando o Michael usa todas as suas artimanhas de libertino para conquistar a nossa protagonista e foi bastante divertido. As cenas românticas entre eles foram engraçadas e me renderam muitas risadas, devo ressaltar que esse livro é beeeem hot, então toma cuidado quando for ler hahaha! 

No geral foi uma ótima leitura e acho que esse volume deveria ter um pouco mais de destaque! 

Espero que tenham gostado do livro de hoje! Antes de ir embora não esquece de conferir as outras resenhas do blog. 

Um beijão e até mais! 
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Título: A luz que perdemos
Autora: Jill Santopolo
Avaliação: 2,5 
Sinopse: Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo. Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.
Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.


Um pouco da história… 


“Você me ensinou a buscar a beleza. Em meio às ruínas e à escuridão, você sempre encontrou a luz.” 

Em “A luz que perdemos” conhecemos Gabe e Lucy. O casal protagonista se encontra pela primeira vez na faculdade no fatídico dia 11 de setembro de 2001. Levados pelas emoções do momento, sem saber o que aconteceria, eles se deixam levar pela fagulha de sentimento que surgiu naquele dia. Contudo, alguns acontecimentos do passado acabam levando cada um para um lado.

Gabe e Lucy voltam a se encontrar anos depois e resolvem dar uma chance ao sentimento que surgiu na primeira vez que eles se encontram. Cada um estava batalhando para seguir a carreira que sempre desejou, e em meio a isso desfrutaram da companhia um do outro, esse aparentemente era o  melhor momento da vida deles. Mas como nem tudo são flores, Gabe - que trabalha como fotojornalista - recebe uma proposta de trabalho, e sente que aquilo é o que vai dar verdadeiro sentido sua a vida. 

É com isso em mente que Gabe vai embora para o Oriente Médio, Lucy almejando crescer profissionalmente decide ficar em Nova York. E mais uma vez o “destino” acaba por separá-los. 

Lucy continua com sua vida em NY, mas sente como se um pedaço seu tivesse ido embora junto com o Gabe. Algum tempo após a separação ela decide dar mais uma chance ao amor e resolve se envolver com Darren, apesar de não conseguir esquecer seu passado.

A história vai se desenvolvendo e nós acompanhamos os personagens ao longo de treze anos. No decorrer dos anos o casal protagonista volta a se encontrar diversas vezes,  decisões são tomadas e mais uma vez o destino vai mexer com a vida desses dois, mas dessa vez de maneira muita mais profunda.


O que achei


A luz que perdemos foi um dos livros escolhidos para a leitura coletiva de agosto no grupo do qual eu faço parte. Confesso que no começo estava bem animada, esperava que fosse um romance emocionante e que iria me marcar, no entanto, caí totalmente do cavalo…

Desde o início da leitura percebi se tratar de um romance que começa muito rápido, um amor arrebatador que aconteceu logo nos primeiros minutos que os personagens principais se conheceram. Amor esse que não que cativou como leitora. 

Ao longo da narrativa a Lucy e o Gabe voltam a se encontrar diveeerssaaaas vezes, e a sensação que eu tive foi que a Lucy viveu em função do cara, sabe?! Ele fazia parte de 90% dos pensamentos dela, todas as decisões tomadas eram guiadas pelo o que o Gabe acharia delas. Inclusive comentei com as meninas do grupo que o título do livro deveria ser “A luz que ela perdeu” porque a protagonista simplesmente morreu depois que houve a separação. 

Senti que a autora tentou criar uma Lucy empoderada, que luta pelo seu lugar no mundo através da carreira profissional, maaas que não me convenceu nenhum um pouco. Além disso, a construção do Darren - personagem secundário que vai se envolver com a Lucy - deixou a desejar em muitos momentos. De início ele aparentava ser o par perfeito, mas ao longo da trama foi apresentando comportamentos machista, isso teria fundamento se as atitudes dele em relação a Lucy e ao Gabe não fosse contra esses “comportamentos”.

Toda a trama é narrada do ponto de vista da Lucy, e isso faz o leitor duvidar de muitos acontecimento. “Será que isso ocorreu desse jeito mesmo ou foi invenção da cabeça da Lucy?” 

Considerações finais do livro: 

  • O livro tinha uma proposta legal mas foi trabalhado de forma errada. 
  • A autora tentou escrever uma história emocionante mas que foi muuuito rasa. 
  • Não gostei do final! Não senti a emoção que as palavras queriam passar.
  • Os personagens principais são totalmente dependentes emocionalmente 
  • Todos ali precisam de tratamento psicológico! 
Antes de ir embora não esquece de conferir outras resenhas do nosso blog!
Um beijão e até mais! 
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Título: O Hobbit 
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: Harper Collins
Avaliação: 4,5
Sinopse:  Bilbo Bolseiro era um dos mais respeitáveis hobbits de todo o Condado até que, um dia, o mago Gandalf bate à sua porta. A partir de então, toda sua vida pacata e campestre soprando anéis de fumaça com seu belo cachimbo começa a mudar. Ele é convocado a participar de uma aventura por ninguém menos do que Thorin Escudo-de-Carvalho, um príncipe do poderoso povo dos Anãos.
Esta jornada fará Bilbo, Gandalf e 13 anãos atravessarem a Terra-média, passando por inúmeros perigos, sejam eles, os imensos trols, as Montanhas Nevoentas infestadas de gobelins ou a muito antiga e misteriosa Trevamata, até chegarem (se conseguirem) na Montanha Solitária. Lá está um incalculável tesouro, mas há um porém. Deitado em cima dele está Smaug, o Dourado, um dragão malicioso que... bem, você terá que ler e descobrir.


Um pouco da história…

“Lá e de volta outra vez…”

No topo da colina, em uma das tocas mais charmosas do Condado, vivia um hobbit sossegado e de bem com a vida, seu nome era Bilbo Bolseiro. Apesar da calmaria, corria em suas veias o sangue dos Tûks, hobbits que se diferiam dos demais por terem valentia acima da média.

Bilbo estava tranquilo, fumando seu cachimbo quando Gandalf, um velho mago conhecido dos hobbits vai a seu encontro. O intuito era convidar o baixinho para mais uma de suas muitas aventuras, mas Bilbo sendo quem era, não aceitou. 

Até que a noite eventos estranhos começam a acontecer, anão após anão chega a sua porta sem ao menos serem convidados, e isso acaba por irritar muito o pequeno hobbit. No fim, 13 anãos + o mago, ocupavam sua sala, comendo e bebendo tudo o que encontravam pela frente, e Bilbo nesse meio se sentiu perdido.

Depois de estarem satisfeitos, finalmente Gandalf revela que levou todas aqueles anãos ali porque ele acreditava que Bilbo era o gatuno que eles precisavam para a aventura que os aguardava. Noite adentro eles cantaram, beberam e contaram histórias do tempo em que os anãos possuíam um império, e ouro a perder a vista, e que a missão deles eram recuperar todo o tesouro que um dia os pertenceu. 

No dia seguinte, mesmo contrariando sua vontade maior, Bilbo se juntou a Gandalf, Thorin Escudo-de-Carvalho e mais outros 12 anãos, nessa que seria a maior aventura da sua vida. 

Montado em seus pôneis e cavalo, essa trupe nada convencional saíram nessa aventura pelas Terras-Médias. Bilbo ainda não sabia, mas essa viagem mudaria tudo! 

                                     

O que achei

A leitura de O Hobbit faz parte do projeto “Uma viagem a Terra-Média”, idealizado por mim, onde iremos ler algumas obras do mestre Tolkien, e bem, começamos por esse livro. Como essa foi uma Leitura Coletiva, ela ocorreu durante todo o mês de julho, o que acredito ter ajudado bastante na minha opinião sobre a história. 

De início acreditei que seria uma leitura super difícil por todos os comentários que tinha ouvido, achei que seria super denso e sim, estava com um pé atrás. Mas não poderia estar mais enganada, apesar de ser um livro escrito em 1937, a linguagem é atual e você se vê mergulhado na história e ansiando por cada página. 

Gostei muuitoo do livro, apesar de em alguns pontos ter esperado mais. O livro é bastante descritivo, e o narrador é observador, o que contribuiu para não ter muitas cenas de diálogo entre os personagens. As parte que tinham batalhas e mais aventuras eram descritas de forma um pouco superficial, o que me desejar um pouco mais de detalhes. 


Mas no final entendi que o livro é focado mesmo em toda trajetória pela qual o Bilbo passou. Um hobbit sossegado, que nunca imaginou enfrentar tantas aventuras, ser uma peça fundamental em tudo o que ocorreu e ainda sobreviver para contar essa história. 

O livro não possui um herói que sempre sabe o que fazer e no final salva a vida de todos, aqui existem diversos pontos altos, e cada um deles foi de extrema importância para toda a trajetória. E o Bilbo, sem dúvidas, contou com um pouquinho de sorte em toda essa aventura. 

“... e, se me permitem dizer, possuidor de uma boa sorte que excede em muito o estoque normal…”

Tenho que admitir que esse primeiro contato com as obras do mestre Tolkien foi maravilhosa, supriu as minhas expectativas e estou ansiosa pelas próximas aventuras nessa Viagem a Terra-Média! 

Espero que tenham gostado da resenha!
Um beijão e até a próxima!


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Título: Silêncio
Autora: Becca Fitzpatrick 
Avaliação: 4
Sinopse: Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga, Vee, e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe.


Um pouco da história… 

Após os acontecimentos que ocorreram no final de Crescendo, Nora é sequestrada e mantida presa por semanas a fim. Quando finalmente é libertada, acorda em um cemitério e se sente perdida, por não saber como foi parar lá. Logo em seguida, encontra um funcionário do cemitério, após uma breve e estranha conversa descobre que está Setembro, quando na verdade achava que estava em Abril, a partir daí o desespero começa tomar conta de Nora. 

Ela é encontrada pelo detetive Basso no cemitério, mas simplesmente não consegue lembrar-se quem é ele, sente medo do que pode lhe acontecer e acaba desmaiando. Ao acordar já está no hospital, onde reencontra sua mãe e descobre que passou semanas desaparecida, e que o trauma pode ter causado uma perda de memória nela.

Nora se esforça para voltar a vida normal, mas percebe que as pessoas mais próximas a ela estão escondendo algo. Ela acaba percebendo que todos os acontecimentos que ocorreram nos meses que ela não lembra, mudaram para sempre a pessoa que ela é, e sente que a perda de memória é muito mais do que só um simples trauma.

Inexplicavelmente, sente uma atração pela cor preta, com se essa pudesse envolvê-la e acariciá-la. Um sussurro também a persegue, e sempre fala “anjo”, Nora sente que aquilo é importante, mesmo sem ter a menor ideia do que se trata. 

Levada a descobrir o que realmente está acontecendo com sua vida, Nora vai em busca de respostas. Reencontra amigos do passado, conhece pessoas novas e se mete em confusões que jamais tinha imaginado. 


O que achei

Esse é um dos volumes que mais gosto em toda a saga, foi por ele que comecei a ler a série, tenho um carinho especial por ele. 

O livro foi melhor que o segundo, aqui temos mais ação, a batalha entre os anjos caídos e nefilins está cada vez mais próxima e a história começa a esquentar. 

Por ser uma releitura e eu ter consciência dos principais acontecimentos da história, não ansiei por devorar o livro e descobrir tudo. Foi uma leitura tranquila, onde pude reviver essa história que tanto me marcou. 

“Só há uma coisa de que ainda tenho certeza. Sei que faria qualquer coisa por você, mesmo que para isso tivesse que agir contra meus instintos e minha natureza. Abriria mão de tudo que tenho, até da minha alma, por você. Se isso não é amor, é o melhor que tenho a oferecer.”

Não deixa de conferir as outras resenhas da série. 

Um beijão e até mais!
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Título: Perdida
Autora: Carina Rissi
Avaliação: 4,5
Sinopse: Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Um pouco da história...

“Eu não entendia o que levava uma pessoa lúcida a se casar.” 

Sofia é uma das pessoas que menos acredita no amor, sua vida era basicamente de casa para o trabalho e vice versa. Em uma noite, porém, sua amiga Nina a convenceu de sair porque queria contar uma novidade pessoalmente. 

A noite acabou sendo uma das piores para Sofia, que ao ir ao banheiro do bar acabou derrubando seu celular na privada. Entorpecida pelo álcool ela só se deu conta do que aconteceu no dia seguinte, quando acordou com uma ressaca tremenda. Mas se tinha uma coisa que Sofia prezava era ficar conectada a internet, por isso, foi em busca de um novo celular. 

O dia, do ponto de vista de Sofia, estava extremamente estranho. Isso, inclusive, se aplica a compra do celular, uma vendedora estranha e misteriosa é quem está na loja quando ela chega. Após a compra, Sofia saí para testá-lo, mas parece que ele  não está  funcionando. Até que um jato de luz branca saí do celular e a atinge. Sofia vai parar em outro século. 

A primeira impressão que ela tem é que está ficando completamente louca, como assim foi parar no século dezenove? Como isso é possível? Perdida e sem saber como agir, Sofia acaba sendo encontrada por um cavalheiro, que a primeira vista, ela pensou que fosse parte de uma bela pegadinha. Mas Ian Clarke estava longe de ser brincadeira. 

Levado pelo cavalheirismo e sem poder deixar uma dama desamparada, ele a conduz até sua casa. É lá onde Sofia vai viver as maiores aventuras da sua vida. Em um século onde os costumes eram totalmente diferentes dos seus.


O que achei 

A leitura de Perdida foi muito boa. Sofia é super engraçada e divertida. Ian é o cavalheiro que toda mocinha sonha em ter como namorado. A conexão entre esses dois personagens ocorreu logo nos primeiros minutos, apesar de nunca concordarem com algo. Amo romances de época leves e engraçados, nos faz fugir um pouco da realidade que estamos vivendo. 

Aqui me encantei inclusive pelos personagens secundários, que tiverem seus momentos importantes ao longo do livro. 

A história me prendeu do começo ao fim e eu devorei o livro em dois dias. A escrita da Carina Rissi é leve e fluida, o que facilitou bastante a leitura. 

Alguns pontos não me agradaram ao longo do livro, como o fato de algumas vezes Sofia se sentir na obrigação de “ficar bonita”, especialmente para o Ian.  Isso é uma opinião pessoal, e posso garantir que não prejudicou em nada a história. Li no momento em que estava precisando de um romance e Perdida me deu a dose certa de clichê. 

Muito bom, recomendo!!

Antes de ir embora não esquece de dar uma conferida nas outras resenhas!

Um beijão e até mais. 


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Lílian

Oi, meu nome é Lílian, sou uma nordestina de 21 anos que estuda Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas. Sou apaixonada por tudo que envolve leitura, música e gastronomia. Aqui nesse espaço quero compartilhar com vocês um pouquinho das minhas experiências literárias


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